TCU determina licitação imediata para microcrédito do BNB; avaliação de “grave prejuízo ao Brasil”

Os programas estavam sendo geridos pelo Inec e Camed, sem licitação. Membros da Corte afirmaram estar “assombrados” com a estrutura.

12/12/2025 | Madson Vagner | Ceará

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Banco do Nordeste (BNB) realize, imediatamente, processo de licitação para definir os novos administradores para os programas de microcrédito urbano e rural (Crediamigo e Agroamigo). Os programas estavam sendo geridos pelo Inec (Instituto Nordeste e Cidadania) e Camed (Caixa de Assistência dos Empregados do Banco do Nordeste), irregularmente.

Ministros do TCU apontam irregularidades na atual forma de execução dos serviços, sem licitação e com gestão ligada a funcionários da ativa do próprio banco. Durante o julgamento, membros da Corte relataram preocupação com o modelo vigente, afirmando estarem “assombrados” com a estrutura que envolve as duas entidades, destacando o conflito de interesses. O presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, afirmou que a situação causa “grave prejuízo ao Brasil”, reforçando a necessidade de uma seleção pública para garantir transparência e competitividade.

Caso não cumpra a decisão, o presidente interino do banco, Wanger Alencar, e a diretoria podem ser afastados e responder a investigação na Polícia Federal (PF). Segundo informações, após o julgamento, Wanger viajou às pressas para Brasília para tratar do assunto. Em outubro, o mesmo TCU publicou acórdão determinando que o banco rompesse os contratos com Inec e Camed.

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