A candidatura de deputada federal da suplente de senadora, Augusta Brito (PT), tende a ser suspensa pelo PT. Caso seja eleita, Augusta teria que renunciar a suplência no Senado, obrigando Camilo Santana (PT) a retornar à Câmara Alta por falta de substituto. No caso de reeleição do presidente Lula, para continuar no Ministério da Educação (MEC), Camilo precisará de suplência no Senado. Se Augusta renunciar, Camilo é obrigado a voltar ao Senado.
A decisão torna Augusta refém do PT e de Camilo. A base de Augusta desaprova a dependência e avalia que ela pode se despedir da política com a decisão. Camilo se desincompatibiliza do MEC, em março, para se dedicar às campanhas do presidente Lula e do governador Elmano de Freitas no Ceará. Lula lidera as pesquisas, o que torna a volta de Camilo ao MEC viável.
Uma liderança petista, que prefere não se identificar, garante que o acordo já aconteceu e passa por uma maior participação de Augusta no mandato do Senado. Mesmo no exercício do mandato, Augusta teria indicado apenas dois dos cerca de 60 assessores do mandato. Mesmo no MEC, Camilo comandaria o mandato no Senado. Augusta teria negociado mais autonomia.


