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Bolsonaro ataca Globo, admite retirar diretos dos trabalhadores e diz que violência vai aumentar

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), foi segundo entrevistado do Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite dessa terça-feira, 28. Em um dos momentos mais tensos da entrevista, Bolsonaro usou uma frase do fundador da Globo, jornalista Roberto Marinho, para justificar seu apoio a ditadura militar. Bolsonaro disse que Marinho qualificou o golpe de 1964 como […]

29/08/2018 | Madson Vagner

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), foi segundo entrevistado do Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite dessa terça-feira, 28. Em um dos momentos mais tensos da entrevista, Bolsonaro usou uma frase do fundador da Globo, jornalista Roberto Marinho, para justificar seu apoio a ditadura militar. Bolsonaro disse que Marinho qualificou o golpe de 1964 como movimento revolucionário e democrático.

Bolsonaro foi perguntado, pelos apresentadores Willian Bonner e Renata Vasconcelos, sobre outros assuntos como economia, igualdade salarial entre homens e mulheres, violência urbana e direitos trabalhista. Apesar da seriedade das questões, Bolsonaro tratou os temas com deboche e desrespeito aos apresentadores.

Como tem repetido em outras ocasiões, Bolsonaro tem jogado toda a responsabilidade sobre a economia para o economista Paulo Guedes. Apesar de 27 anos na vida pública como deputado federal, Bolsonaro tem declarado que não sabe nada sobre economia. Tratou a relação com o economista como um casamento.

Com relação a igualdade salarial entre homens e mulheres, Bolsonaro tentou constranger Bonner e Renata, dizendo que Bonner ganhava mais e que a Globo arrecadou mais de R$ 6 bilhões em publicidade do Governo. Apesar de não se justificarem no ar, Bonner é editor chefe e apresentador, enquanto Renata e apresentadora, daí a diferença salarial. Ou seja, não desempenham a mesma função.

Entre suas principais propostas de campanha, abordado sobre a situação caótica da violência urbana, o presidenciável disse que vai piorar. Na sua concepção a violência vai aumentar já que os policiais terão ordem para matar sem restrição, independente da população. Questionado sobre o risco de atingir os cidadãos, Bolsonaro aconselhou que as pessoas se escondam.

Com relação a afirmação de que os trabalhadores terão que “escolher entre ter direitos ou ter emprego”, Bolsonaro admitiu que está defendendo a proposta dos empresários e chegou dizer que vai ampliar a retirada de direitos trabalhistas. Como deputado federal, Bolsonaro votou contra a PEC das domesticas. A lei deu direitos aos trabalhadores domésticos.

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