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Bolsonaro ganha parceiro no desgaste; Lula avalia como boa a criação do coronavírus

Com a fala de Lula tentou exemplificar a importância do Estado na resolução de crise. Sobre a autorização da cloroquina, Bolsonaro disse que, quem não quiser toma Tubaína.

21/05/2020 | Madson Vagner

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acabou chamando a atenção por uma afirmação que fez sobre as crises política e do coronavírus. Ele disse nessa terça-feira, 19, que o surgimento da pandemia do coronavírus foi positivo para alertar o governo do presidente Jair Bolsonaro sobre a importância de um Estado forte para conter o avanço da crise econômica.

“Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus, porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o estado é capaz de dar solução a determinadas crises,” disse Lula.

A entrevista foi à revista Carta Capital e, nesta quarta-feira, 20, o ex-presidente pediu desculpas pelas palavras, em caso de alguém ter se sentido ofendido.

Já o presidente Bolsonaro voltou a criar polêmicas. Em live com o jornalista Magno Martins, também na terça, o presidente ressaltou que o novo protocolo do Ministério da Saúde, que autoriza o uso da cloroquina, não obrigará nenhum paciente a ser medicado com a substância, sem sua vontade.

“O que é a democracia? Você não quer? Você não faz. Você não é obrigado a tomar cloroquina”, disse, e completou em tom irônico: “Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína.”

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, assinou na manhã desta quarta-feira, 20, o novo protocolo que permitirá a utilização da cloroquina em pacientes em estágio inicial de contágio do coronavírus.

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