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Bolsonaro transfere Coaf para o Banco Central; oposição acusa aparelhamento do órgão

O presidente Bolsonaro assinou a Medida Provisória sobre a mudança e anunciou Ricardo Liáo como chefe do órgão. A oposição acusa o governo de aparelhar o Coaf.

21/08/2019 | Madson Vagner

Tudo novo no Coaf, inclusive, o nome que deve ser Unidade de Inteligência Financeira. O órgão ficará sob o comando do Banco Central e será chefiado por Ricardo Liáo, que era diretor da instituição antes da mudança. O presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória na segunda-feira, 19, e anunciou a mudança como sendo uma maneira de tirar o órgão do “jogo político”.

A oposição acusa o governo de tomar o controle e aparelhar o Coaf. O novo chefe do órgão, Ricardo Liáo, substitui Roberto Leonel, indicado por Moro, mas que acabou caindo depois das pressões de aliados. Leonel criticou uma decisão do ministro do STF, Dias Toffoli, quando ele suspendeu as investigações com dados do Coaf, compartilhados sem autorização judicial. A decisão de Toffoli atendeu a um pedido dos advogados do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

Em Brasília, a avaliação mais comum é que a transferência para o Banco Central, abre possibilidades para nomeações políticas na direção do novo Coaf. O Ministério Público permite indicação de pessoas de fora do serviço público para cargos ligados ao Banco Central.

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