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Em Juazeiro, Câmara acusa Carajás de mentir sobre a geração empregos

A instalação da Carajás Home Center, em Juazeiro do Norte, está novamente envolta em polêmicas. Depois da acusação de beneficiamento ao empresário Gilmar Bender, com a doação de uma rua passando em seu terreno, e o pedido de embargo das obras por irregularidades, feito pelo Ministério Público do Estado, agora, o empreendimento é acusado de não […]

26/06/2018 | Madson Vagner

A instalação da Carajás Home Center, em Juazeiro do Norte, está novamente envolta em polêmicas. Depois da acusação de beneficiamento ao empresário Gilmar Bender, com a doação de uma rua passando em seu terreno, e o pedido de embargo das obras por irregularidades, feito pelo Ministério Público do Estado, agora, o empreendimento é acusado de não cumprir com o que foi prometido no contrato com a Prefeitura.

A empresa prometeu gerar cerca de 500 empregos diretos, mas, segundo vereadores, as contratações não chegaram a 200 postos de emprego. Faltam iniciar, ainda, a construção de um CRAS e uma praça de esportes, também prometidos pela Carajás. Apesar do descontentamento, por enquanto, os vereadores não falam em anular a doação da rua. Querem, apenas, o cumprimento do acordo firmado com o Município.

Na sessão da Câmara do dia 21, o presidente da Câmara, vereador Glêdson Bezerra (PMN), disse que a situação está causando mal-estar e os parlamentares estão se sentindo traído. “Criou-se uma expectativa na cidade e a população cobra dos vereadores os resultados prometidos, ou seja, a regarão dos empregos,” disse.

Glêdson disse que é inegável a importância da emprega para Juazeiro, “mas quando vierem se instalar não venham com promessas falaciosas, com mentiras ou com meias verdades por que não precisa”. Glêdson observa que os vereadores votaram e aprovaram um projeto e, na prática, estão vendo outro.

Por enquanto a crise está apenas no campo da cobrança e não se fala em votar a anulação da doação de uma rua para viabilizar a instalação do Carajás Home Center.

Desde o anúncio de que o projeto envolvia a desapropriação da Rua Dídio Lopes de Oliveira, no bairro São José, o projeto enfrentou muitas polêmicas. Aprovado em sessão extraordinária em outubro 2017, o projeto chegou a ser questionado pelo Ministério Público do Estado (MPCE).

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