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Câmara de Juazeiro derruba convocação, mas secretária rebate denúncia

A secretária de Educação de Juazeiro do Norte, Maria Loureto, rebateu o vereador Gledson Bezerra sobre as denúncias de fraude na compra de livros.

29/10/2019 | Madson Vagner

A base do prefeito Arnon Bezerra (PTB) na Câmara de Juazeiro do Norte barrou a convocação da secretária de Educação, Maria Loureto de Lima, na sessão do último dia 23. O requerimento de autoria do vereador Demontier Agra acabou rejeitado por 11 votos a 6. A rejeição foi comandada pelo líder do prefeito na Casa, vereador Adauto Araújo (PSC), que avaliou o pedido como uma manobra política.

Para Adauto, a denúncia que baseou o pedido é antiga e está sendo investigada pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público. Adauto acusa os vereadores Demontier e Gledson Bezerra, autor da denúncia, de estarem em busca de palanque político. O líder do prefeito acabou subindo o tom ao acusar Gledson de comprar ar-condicionado em um bar de Lavras da Mangabeira, quando era presidente da Câmara.

Loureto teve seu nome citado nas últimas sessões sob acusação de superfaturamento na compra de livros paradidáticos. Segundo Gledson, nos anos de 2017 e 2018, a Secretaria teria gasto mais de R$ 25 milhões com os livros. Ele citou o caso de Sobral, referência nacional em educação, que teria gasto algo em torno de R$ 3,5 milhões.

Apesar de não dar explicação à Câmara, a secretária Maria Loureto falou com a Radio Plus FM, programa Redação Plus, sobre as denúncias. Loureto reafirmou que a convocação era meramente política e garante que as denúncias trazidas por Gledson estão equivocadas. “Já respondi tudo ao Ministério Público. Eles foram na Secretaria e analisaram toda a documentação da licitação,” disse.

A secretária Loureto explicou que a licitação, feita em 2017, foi para suprir pelo menos três anos da rede pública municipal. Loureto lembrou que a licitação foi feita ‘on line’ pelo Banco do Brasil e que foram comprados livros didáticos, paradidáticos, além de kits de livros e de ciências.

A secretária lembrou ainda que estavam inclusos no valor os treinamentos para os professores e um livro especial contando a história de Juazeiro. “Tivemos kits de até sete livros. Quando falamos em unidade, nos referíamos a kits com vários livros,” disse, observando que tudo está nos autos da investigação da PF e Ministério Público.

Sobre Juazeiro ter gasto mais que Sobral com livros paradidáticos, a secretária garantiu que a informação não é verdadeira. “Temos uma demanda de alunos bem maior que Sobral e mesmo assim gastamos menos,” disse, ressaltando que vai solicitar mais livros para 2020, graças ao aumento da demanda em mais de 3 mil alunos.

“Temos uma equipe qualificada que está resgatando alunos e diminuindo a evasão,” disse Loureto, lembrando ainda que na sua gestão Juazeiro saiu da última posição no Spaece (Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará), subindo mais de 50 pontos, hoje, estando no status verde escuro.

O presidente da Câmara, vereador Darlan Lobo (MDB), confirmou que a denúncia se arrasta desde o ano de 2018, quando ocorreram operações da Polícia Federal – “Voto Livre” e “Graham Bell”. Ele lembrou que foi o primeiro a fazer a denúncia e que, na época, nenhum colega parlamentar, com exceção do vereador Davi Araújo, se manifestou sobre o caso.

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