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Governo de Rondônia tenta censurar autores consagrados; sob pressão voltou atrás

Segundo documento da Secretaria de Educação, os livros foram classificados como “conteúdos inadequados” a crianças e adolescentes.

07/02/2020 | Madson Vagner

Repercutiu negativamente um memorando da Secretaria de Educação de Rondônia, autorizando o recolhimento de 43 livros das escolas públicas do Estado. Segundo o documento, os livros seriam recolhidos por serem classificados como “conteúdos inadequados” a crianças e adolescentes. O documento vazou nas redes sociais nessa quinta-feira, 06.

A lista, avaliada como censura atinge obras de autores como Machado de Assis, Caio Fernando Abreu, Carlos Heitor Cony, Euclides da Cunha, Ferreira Gullar, Nelson Rodrigues, Mário de Andrade e Rubem Fonseca. Nem clássicos da literatura universal como “O Castelo”, de Franz Kafka, e “Contos de Terror, de Mistério e de Morte”, de Edgard Alan Poe, escaparam da censura.

Em primeira versão, o secretário de Educação, Suamy Vivecanda, assegurou que a lista e o memorando eram falsos. Após ser confrontado pelo jornal Folha de S.Paulo, com imagens do documento dentro do sistema da pasta, o secretário afirmou que não acompanhou os trabalhos da Secretaria durante a semana e que as obras não seriam recolhidas.

O governador coronel Marcos Rocha (PSL), negou participação na tentativa de censura.

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Especial/Reportagem

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