A base do prefeito Anderson Eugênio (MDB) – Derson, foi alvo de nota de repúdio da Associação dos Pais Atípicos de Milagres (Apam). A entidade critica a desaprovação de uma emenda da vereadora Amanda de Ubelardo (PT), estabelecendo capacitação mínima de 180 horas para os profissionais responsáveis pelo cuidado direto de crianças com deficiência e necessidades educacionais nas escolas do município.
A emenda adequaria o Programa Profissional de Apoio Escolar às diretrizes de uma normativa federal. Hoje, a capacitação estabelecida pelo município é de 48 horas ao ano, o que não atende a exigência federal. Na votação, apenas Amanda e Neto Napoleão (Solidariedade), votaram favoráveis. “A capacitação realizada atualmente, embora importante, possui uma carga horária muito inferior à prevista na norma federal,” justificou Amanda.
Para a Apan, a capacitação traria mais segurança às crianças, tranquilidade às famílias e valorização profissional aos cuidadores. A associação também informou que, em enquete realizada em seu grupo oficial, 95% das mães e responsáveis se manifestaram favoráveis à exigência de capacitação. “A gente só queria que um direito estivesse no texto da lei. 180 horas. Só isso”, diz a nota.
A nota finaliza dizendo que as mães queriam apenas ser ouvidas. “A gente só queria ser ouvida. Mas fomos ignoradas. E isso… doeu. Doeu como mãe. Doeu por ser eleitora daqui. Doeu se sentir humilhada por pedir o mínimo para nossos filhos porque não queremos capacitação de fachada”, publicou a entidade.
Votaram contra a emenda os vereadores Ailton Crisóstomo (PDT), Chiquim (PT), Jader Machado (União), Marta Dantas (PT), Aryldo de Ivan (PT), e Teté Morais (PDT). Faltaram à sessão Michelyane (PT) e Geraldo Neto (PT).


