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Crise do Covid-19 e doações em lives motivam enfrentamentos políticos no Crajubar

A crise do Covid-19 está repercutindo diretamente nos enfrentamentos políticos em Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Doações à lives e debates sobre os gastos públicos motivam reclamações de uso político.

20/05/2020 | Madson Vagner

Uma tensão política causada pela doação feita pelo prefeito de Barbalha, Argemiro Sampaio (PSDB), durante uma live, despertou para uma reclamação que tem se tornado constante em Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, o uso político da crise do novo coronavírus (Covid-19). Durante a semana, as Câmaras de Crato e Juazeiro do Norte, também, receberam reclamações semelhantes.

Na sessão do dia 14, o vereador juazeirense Capitão Vieira Neto (PTB), acusou os colegas de politizarem os debates relativos ao Covid-19. Vieira Neto, destacou que todos tem seus posicionamentos políticos e interesses pessoais, mas que é preciso entender o momento que passam estados e municípios. “Estão se aproveitando do momento para criar crises,” disse.

No Crato, o vereador Bebeto Anastácio (PTN) tem reclamado, sistematicamente, do uso político em torno da pandemia, não só no meio político, mas entre a população. Bebeto fala em politização desnecessárias que divide o país. Bebeto avalia como necessário se manter concentrado nas questões locais para amenizar os efeitos da pandemia no município.

Na sessão do dia 13, o vereador apresentou projeto que transformava recursos da merenda escolar em cartão de crédito a ser entregue à população. O projeto foi rejeitado e a explicação veio do vereador Amadeu de Freitas (PT), base do prefeito Zé Ailton Brasil (PT).

Amadeu explicou que a Câmara aprovou um projeto autorizando o prefeito Zé Ailton Brasil, a fazer a compra da merenda e transformar em cestas básicas a serem distribuídas com a população. Segundo o vereador, o programa já beneficiou 14 famílias.

Em Barbalha, a crise política teve início depois que o deputado estadual Fernando Santana (PT), resolveu criticar a atitude do prefeito Argemiro de doar 1 tonelada de alimentos na live do cantor Léo Magalhães, na quinta-feira (15). Fernando acusou Argemiro de preterir o gesto a uma live em detrimento ao município. A crise motivou uma série de postagens nas redes sociais com acusações mutuas.

Em lives direcionadas ao assunto, Argemiro e Fernando falaram em exploração do fato com objetivos políticos, cobraram ações em favor da população e se acusaram, mutuamente, de mentir sobre a situação. O prefeito garantiu que a doação foi feita com o compromisso de chegar até uma instituição de Barbalha e que usou recursos próprios.

Antes do recesso parlamentar antecipado pela Câmara de Barbalha para o mês de março, pelo presidente Odair Matos (PT), o prefeito Argemiro Sampaio já reclamava de uso político da crise sanitária do coronavírus pela oposição.

Membros da oposição, como o vereador Dorivan Amaro, presidente do PT local, deixam a entender nas redes sociais que as denúncias em torno dos gastos com a pandemia tendem a aumentar.

Os debates que motivaram as reclamações aumentaram depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a eleição municipal para este ano.

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