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PF faz operação em Aurora; lotérica e casa de pré-candidato a prefeito sofre busca e apreensão

A operação “Arrebol”, apreendeu celulares, computadores e documentos. O Ministério Público investiga uso político de uma lotérica que furava fila do auxílio emergencial.

22/05/2020 | Madson Vagner

Como era esperado, a Justiça Eleitoral investiga crime eleitoral em Aurora. Na mira do Ministério Público, um possível benefício político com a crise da pandemia do coronavírus. Para abastecer a investigação, a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do município e no distrito de Ingazeiras.

Na operação, realizada nesta quinta-feira, 21, e denominada “Arrebol”, foram apreendidos celulares, computadores e documentos. Os promotores querem saber se houve uso de uma lotérica para furar a fila do auxílio emergencial na Caixa Econômica Federal.

A operação aconteceu na loteria do pré-candidato a prefeito, Marcone Tavares e, apesar da assessoria da PF não confirmar, os agentes estivera na casa do vereador Silvio Benício. Marcone e Silvio são citados no áudio de um pastor evangélico que expõe o esquema. Pegos pelas redes sociais!

AINDA EM AURORA, principal alvo da investigação, Marcone é citado no áudio como mentor do esquema de recebimento do auxílio emergencial, sem necessidade de sair de casa. No esquema, seriam enviados documentos dos beneficiários, através de um vereador ligado ao pré-candidato, e o pagamento aconteceria em cheque da lotérica.

O problema é que o fato veio a público e pode comprometer a pré-candidatura de Marcone. Em resposta as acusações, Marcone mantém a versão de queria apenas ajudar as pessoas e evitar aglomerações na frente da lotérica e da Caixa. Independentemente do resultado da investigação, Marcone vai pagar um alto preço. O desgaste político é enorme.

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