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Prefeito de Aurora quer extinguir EJA; é criticado e desafiado por professores

O prefeito Marcone Tavares enviou Projeto de Lei à Câmara, onde pede a extinção dos cargos de professores do EJA por falta de alunos. Os professores discordam.

25/11/2021 | Madson Vagner

O prefeito de Aurora, Marcone Tavares, do PSD, foi desafiado por uma professora do Município, que o aconselhou a “não tocar fogo no rabo dos outros, quando se tem rabo de palha”. A tensão entre o prefeito e seis professores concursados para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é motivada por um Projeto de Lei enviado à Câmara, onde é solicitado a extinção dos cargos por falta de alunos.

Nas redes sociais, os professores desafiam o prefeito a dar início à campanha de matriculas para saber se existe ou não alunos. As profissionais apontam perseguição política. No projeto, Marcone acusa as professoras de estarem enriquecimento ilícito por receber sem trabalhar. Em resposta, a professa acusa a primeira-dama e secretária, Edana Tavares, de receber ilicitamente por duas fontes públicas. Daí, a afirmação de rabo de palha. As professoras já ganharam a questão na Justiça em segunda instância.

Ainda na sessão desabafo da professora ameaçada de demissão, a própria aconselhou o prefeito Marcone a tomar conta da Saúde, que não estaria concedendo exames, e da Educação, que continua sem fazer a licitação para o transporte escolar. Segundo a professora, até as festas para as crianças, a exemplo do sitio Tipo, foi financiada pelos professores.

E o enfrentamento tende a aumentar. O caso deve voltar à Justiça, já que a Câmara tende a seguir o prefeito. A professora garante ter uma lista com nomes de pessoas da gestão que recebem em duplicidade ilicitamente e que vai levar ao Ministério Público. E disse mais: não importa a gestão. São todos farinha do mesmo saco. Oposição e situação se calaram.

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