O prefeito de Jardim, Antônio Coutinho (PT), conseguiu o que parecia impossível: ajustar as despesas com pessoal com a despesa corrente líquida. Por mais de 15 anos, o município ficou acima do limite prudencial de 54%, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal e orientado pelo Tribunal de Contas (TCE).
No dia 11, Dr. Coutinho anunciou o percentual de 53,2% para o último quadrimestre de 2025. A porcentagem evita, por exemplo, que o município tenha bloqueios de repasses federais. Segundo relatório, foram R$ 73,5 milhões com pessoal, frente uma receita de R$ 138,3 milhões.
A situação, iniciada na gestão do ex-prefeito Fernando Luz, em 2009, motivou a desaprovação das contas dos ex-prefeitos Rorizinho, Analêda Sampaio e Aniziário Costa, além do próprio Fernando. Todos com nota de improbidade.
Para a oposição, não há motivos para comemoração. Há denúncia de que a redução atingiu o quadro de pessoal, prejudicando setores essenciais, como a saúde. Entre as reduções estariam médicos do hospital Municipal. É provável que o Ministério Público entre na discussão.


