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TSE quer o fim da farra das direções provisórias nos partidos

Os ministros do TSE querem que até junho deste ano, os diretórios sejam eleitos. A decisão não interessa aos caciques partidários e a briga promete.

27/03/2019 | Madson Vagner

A fara das direções provisórias dos partidos no Brasil estão com os dias contados; pelo menos, é o que determinou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os ministros do TSE querem que até junho deste ano, os diretórios sejam eleitos. Mas, força e poder de contestação não interessam, aos chamados caciques partidários, e a briga promete.

No Cariri a prática é uma constante e leva lideranças a barganharem direções para usarem como moeda de troca antes e durante as eleições. Candidatos a prefeito e prefeitos no exercício do cargo já mobilizam suas bases para apresentarem o maior número possível de partidos como motivação de fortalecimento de seus nomes na disputa.

Nesse processo, nada de discussão política e programática. Se a prática continuará no Cariri, só a justiça eleitoral dirá. Até agora os dirigentes provisórios não levaram a sério a determinação.

Exemplo de cima

Para quem acha que o problema dos partidos com direções provisórias está apenas nas instâncias municipais, se enganou. No Ceará, um terço dos diretórios estaduais é formado por uma comissão provisória. E pior, essas direções acabam determinando as comissões provisórias nos municípios, se configurando numa rede de despolitização e negociações pouco republicanas. Dos 35 partidos registrados no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE), 21 possuem comando definitivo, enquanto 12 estão em situação de fragilidade com chefia provisória.

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