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Vereadores do Crato pressionam Governo, Prefeitura e deputados por solução no canal

A Câmara do Crato resolveu pressionar as autoridades políticas para ajudarem numa solução para a problemática do Canal do Rio Granjeiro. Governo do Estado, Prefeitura e a bancada federal do Ceará, em Brasília, devem acionados.

26/03/2019 | Madson Vagner

A Câmara de Vereadores do Crato, em sessão extraordinária no dia 22 de março, sexta-feira, resolveu pressionar as autoridades políticas para ajudarem numa solução para a problemática do Canal do Rio Granjeiro. Governo do Estado, Prefeitura e a bancada federal do Ceará, em Brasília, devem acionados.

Pautas como a construção de um novo canal que comporte um volume maior de águas será discutida. A bancada federal cearense será cobrada por uma emenda conjunta, a chamada emenda de bancada, para destinar parte dos recursos. Governo do Estado e Prefeitura, também, serão chamados a destinar recursos.

O tema será discutido em uma Audiência Pública, a ser marcada. A ideia é discutir com a sociedade e a classe política o problema e suas soluções.

No último dia 20 de março, uma chuva de 120 mm, que durou cerca de 40 minutos, deixou um verdadeiro rastro de destruição no entorno do Canal, atingindo principalmente o Centro e proximidades do Mercado Walter Peixoto. O saldo da tragédia foi de dois carros destruídos, casas comprometidas, dezenas de desabrigados e dois mortos.

Como medidas imediatas, vereadores fizeram algumas proposições. O vereador Amadeu de Freitas (PT), cobrou o funcionamento do equipamento responsável por alertar sobre a elevação das águas no canal. “Minha sugestão é que o governo municipal alie essa informação do sistema existente a um alarme; uma sirene que alerte que o canal poderá transbordar,” disse.

Os vereadores Bebeto Anastácio (PTN) e Thiago Esmeraldo (PP), protocolaram Projeto de Lei solicitando o cancelamento de doações do programa “Minha Casa, Minha Vida”, para beneficiar pessoas desabrigadas ou em condições de moradia de risco. “Existem denúncias de pessoas que foram contempladas e que não ocuparam; quer dizer que não estão necessitando da moradia,” disse.

Bebeto solicitou ainda que em 90 dias o Poder Executivo elabore e apresente na Câmara, um relatório com o nome de quem está ocupando as casas e a relação dos contemplados. A solicitação abrange moradores dos conjuntos Filemon Lima Verde e Monsenhor Montenegro.

As casas desocupadas ou ocupadas de forma irregular, devem ser devolvidas a Prefeitura para que se faça a redistribuição com pessoas que realmente precisam, entre elas, as vítimas da enchente.

Durante a sessão, foi aprovado projeto enviado pelo prefeito Zé Ailton Brasil (PP), autorizando a realização de ações emergenciais para os atingidos pela enchente. Aluguel social para desabrigados será uma das medidas liberadas pela Prefeituras às famílias atingidas.

(Jornal do Cariri).

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