A disputa para a escolha dos nomes que disputarão as vagas ao Senado pela base governista no Ceará, pode ser estopim para o rompimento entre o senador Cid Gomes (PSB) e a base aliada, liderada pelo ministro Camilo Santana (PT) e o governador Elmano de Freitas (PT). O veto dos petistas ao nome de Júnior Mano (PSB) e a insistência para que Cid dispute a reeleição, acaba transparecendo uma tentativa de enquadramento político.
Em entrevista no domingo, 15, o presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri (PSB), disse que Camilo e Elmano insistirão na candidatura à reeleição de Cid ao Senado. Mas, Cid já descartou a reeleição e indicou como substituto Júnior Mano. Romeu disse que se Cid não aceitar ser candidato à reeleição, mantendo a indicação a Júnior Mano, todos do PSB apoiarão. A crise pode estar instalada.
No Carnaval, Romeu recebeu Cid em sua casa, em Granja, quando conversam sobre o assunto. As afirmações de Romeu apontam para um PSB unido em torno de Cid. O único que não embarcaria na decisão é o presidente do partido, Eudoro Santana, pai de Camilo. Caso não haja consenso, Júnior Mano teria defendido a mudança do grupo para o Podemos, hoje sob controle de Cid.


